Ela, publicitária

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Ah, sorvete. Tem como não gostar dessa delícia? De picolé ou de massa, no inverno ou no verão…Ninguém resiste.

É. Pelo menos, não resistia. Não sei se eu vou conseguir tomar sorvete assim tão cedo depois de assistir esse comercial da Little Baby’s Ice Cream. Sinceramente, é nojento. E bizarro. E o ator é medonho. E a narração me deu medo.

A empresa podia fazer um comercial onde a vida é bela e maravilhosa, cheia de sol e mostrando a embalagem do sorvete o tempo todo. Mas os criativos de lá resolveram fugir do óbvio: até apelaram para dizer que a pele do cara brilha tanto e seus poros são tão limpos porque ele toma Little Baby’s Ice Cream.

Mas nada no comercial se compara à ironia do final: a expressão aterrorizante do cara com o logo da marca, um sorvete feliz.

Se a campanha vai dar certo ou não, eu não sei. Só sei que a única coisa que eu conseguia pensar durante o comercial era “WHATDAFUCK?”

 

 

A frase “se beber, não dirija” já foi tão utilizada que virou clichê. Ok, avisar sempre é bom, mas não seria legal se alguém fizesse isso de uma maneira diferente?

Foi o que a Allianz fez: a empresa de seguros encontrou uma maneira bem divertida de chamar a atenção do público jovem para os perigos de beber e dirigir, utilizando apenas um espelho.

Ao se deparar com espelho tecnologicamente adaptado, os clientes do bar se surpreendem com o próprio reflexo: ele imita o que a pessoa faz, mas com um leve atraso. E essa é a sacada. “É assim que seus reflexos ficam depois de alguns drinks. Um conselho: se beber, não dirija”.

A Havaianas é um dos cases mais interessantes da publicidade brasileira, com o product placement mais bem feito da história.

A marca sempre realizou seus comerciais com muito bom humor e, é claro, com as maiores celebridades de cada época. Há alguns anos, era conhecida por ser um chinelo de qualidade e, principalmente, barato.

Trabalhando no branding e no product placement, a Havaianas conseguiu algo extremamente difícil (principalmente no setor de moda): fazer o seu slogan “todo mundo usa” ser verdadeiro. Todo mundo usa Havaianas porque existem produtos da marca para todas as idades, classes e sexo. Você encontra um chinelo simples, por R$ 5,00…mas também encontra um chinelo com strass e estampas maravilhosas, vendido por “apenas” R$ 600,00 (!!!). Sim, o modelo e a matéria-prima são praticamente os mesmos.

O legal é que a Havaianas continua sendo um chinelo popular. Mas o conceito da marca, sua qualidade e tradição conquistaram todo mundo.

E esse ano a marca completou 5 décadas de existência. Para comemorar, a Almap BBDO criou um vídeo maravilhoso, que resume a história das sandálias mais famosas do Brasil em apenas 2 minutos:

Uma campanha bem diferente da Volkswagen: no clima das Olimpíadas de Londres, a Volkswagen criou uma corrida de 100 metros para desafiar os torcedores holandeses (a ação ocorreu na Holanda, óbvio).

Até aí, grande coisa. O detalhe foda da ação mesmo é que a corrida é feita de carro e…o carro não tem acelerador.

OI? Como assim? É, assim mesmo :) Como você deve ter lido no título do post, o modelo Up! só funciona na base do grito. Quanto mais alto se grita, mais rápido o carro anda. As provas são diárias e as equipes que obtiverem os melhores tempos no dia levam ingressos para assistir provas e partidas dos Jogos Olímpicos.

(Não achei versão legendada do comercial, mas dá pra pegar a ideia)

O vídeo abaixo mostra todo o making of da tecnologia usada. Foi batizada de Orange Motion, em homenagem a torcida holandesa, mas trata-se de um medidor de decibéis atrelado ao acelerador do carro.

 

“Essa é a história de uma menina chamada Annie – que sonhou que podia voar”.

Não, não é um filme para crianças nem um curta sobre sonhos e fantasias. É o novo comercial da Y&R New York para a Dell, produzido pela Gorgeous.

Um vídeo lindo, com excelente trabalho de fotografia e cheio de ingenuidade. Só assistindo para entender.

 

 

Até que enfim uma ação digna por aqui.

A Natura, para divulgar sua nova linha de maquiagens lançou uma ação maravilhosa no banheiro feminino do Ici Bistrô (Higienópolis/SP): já pensou você poder se maquiar sem se sujar?

Usando nada mais do que pura tecnologia (espelho sensível ao toque, tv de lcd e um kinect), a pessoa pode “experimentar” todos os produtos da nova linha da Natura, sem se sujar nem precisar entupir o rosto de demaquilante depois.

Para quem ficou curiosa (tipo eu), a ação vai estar disponível no bistrô até dia 19/08.

Ontem, até que enfim, foi revelado o mistério: não, não era amor. Era só um viral da Nokia para divulgar o seu novo modelo Nokia 808 Pure View.

Muita gente (principalmente publicitários) já estava esperando por algo do tipo, o que mudava era a especulação sobre as marcas (tim, Casa 92, etc) que estariam por trás disso.

O viral se resumiu no personagem Daniel Alcântara que conheceu “a mulher da sua vida” (a Fernanda) na balada “Casa 92”, e que começou por essa busca incansável depois de perder o telefone dela.

Com pouco tempo no ar, o vídeo já acumula mais de 850.000 views no Youtube. Ah, não sei se alguém já tentou…mas liguem para o número que aparece no vídeo (5108-4233) para ver o que acontece :)

O erro da Nokia

Apesar desse viral meio forçado, muita gente (muita gente MESMO) acreditou que a história fosse verdadeira. Essa foi a única parte brilhante da ação: conquistar o público que se emociona fácil. Com tudo o que o “Daniel” estava fazendo, a fanpge acumulou, em pouquíssimo tempo, quase 100.000 likes.

Como a Nokia errou? Pra começar, eles subestimaram uma parte do público-alvo: os vídeos “caseiros” do personagem não eram tão caseiros assim, pois tinham uma ótima edição. Ok, até aí, o cara pode saber fazer isso. Depois, vieram os anúncios pagos no Facebook. Não, nada impede um homem apaixonado de comprar anúncios no Facebook para encontrar seu amor perdido. Mas se ele a conheceu em São Paulo, para que katso fazer uma campanha nacional?

O segundo vídeo da ação foi muito mais sem graça que o primeiro (acumulou, até agora, mais de 140.000 views) e, o pior de tudo, começou a deixar muito mais gente desconfiada.

E então, o fim da trama e a divulgação de tudo o que estava por trás do viral resultou em nada mais nada menos do que na revolta de grande parte das pessoas que tinham acreditado e se engajado com a situação. Isso fez com que a fanpage perdesse muitos seguidores e que os comerciais ganhassem diversos unlikes no Youtube.

Como viral, o trablaho da Nokia deu certo: o caso é notícia faz tempo e continua sendo extremamente comentado, principalmente nas redes sociais. Quem antes nem tinha ouvido falar na ação, agora já sabe o que é. Mas isso não é necessariamente algo bom, e garanto que o Daniel não teve um “final feliz”. Afinal, muita gente se irritou com a Nokia e, quem já sabia que era um viral, nem se importou com o resultado.

E será que a marca do celular vai conseguir fixar sua imagem na mente do público-alvo? Eu duvido.

(vi aqui)