Ela, publicitária

 

“Essa é a história de uma menina chamada Annie – que sonhou que podia voar”.

Não, não é um filme para crianças nem um curta sobre sonhos e fantasias. É o novo comercial da Y&R New York para a Dell, produzido pela Gorgeous.

Um vídeo lindo, com excelente trabalho de fotografia e cheio de ingenuidade. Só assistindo para entender.

 

 

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Até que enfim uma ação digna por aqui.

A Natura, para divulgar sua nova linha de maquiagens lançou uma ação maravilhosa no banheiro feminino do Ici Bistrô (Higienópolis/SP): já pensou você poder se maquiar sem se sujar?

Usando nada mais do que pura tecnologia (espelho sensível ao toque, tv de lcd e um kinect), a pessoa pode “experimentar” todos os produtos da nova linha da Natura, sem se sujar nem precisar entupir o rosto de demaquilante depois.

Para quem ficou curiosa (tipo eu), a ação vai estar disponível no bistrô até dia 19/08.

Ontem, até que enfim, foi revelado o mistério: não, não era amor. Era só um viral da Nokia para divulgar o seu novo modelo Nokia 808 Pure View.

Muita gente (principalmente publicitários) já estava esperando por algo do tipo, o que mudava era a especulação sobre as marcas (tim, Casa 92, etc) que estariam por trás disso.

O viral se resumiu no personagem Daniel Alcântara que conheceu “a mulher da sua vida” (a Fernanda) na balada “Casa 92”, e que começou por essa busca incansável depois de perder o telefone dela.

Com pouco tempo no ar, o vídeo já acumula mais de 850.000 views no Youtube. Ah, não sei se alguém já tentou…mas liguem para o número que aparece no vídeo (5108-4233) para ver o que acontece :)

O erro da Nokia

Apesar desse viral meio forçado, muita gente (muita gente MESMO) acreditou que a história fosse verdadeira. Essa foi a única parte brilhante da ação: conquistar o público que se emociona fácil. Com tudo o que o “Daniel” estava fazendo, a fanpge acumulou, em pouquíssimo tempo, quase 100.000 likes.

Como a Nokia errou? Pra começar, eles subestimaram uma parte do público-alvo: os vídeos “caseiros” do personagem não eram tão caseiros assim, pois tinham uma ótima edição. Ok, até aí, o cara pode saber fazer isso. Depois, vieram os anúncios pagos no Facebook. Não, nada impede um homem apaixonado de comprar anúncios no Facebook para encontrar seu amor perdido. Mas se ele a conheceu em São Paulo, para que katso fazer uma campanha nacional?

O segundo vídeo da ação foi muito mais sem graça que o primeiro (acumulou, até agora, mais de 140.000 views) e, o pior de tudo, começou a deixar muito mais gente desconfiada.

E então, o fim da trama e a divulgação de tudo o que estava por trás do viral resultou em nada mais nada menos do que na revolta de grande parte das pessoas que tinham acreditado e se engajado com a situação. Isso fez com que a fanpage perdesse muitos seguidores e que os comerciais ganhassem diversos unlikes no Youtube.

Como viral, o trablaho da Nokia deu certo: o caso é notícia faz tempo e continua sendo extremamente comentado, principalmente nas redes sociais. Quem antes nem tinha ouvido falar na ação, agora já sabe o que é. Mas isso não é necessariamente algo bom, e garanto que o Daniel não teve um “final feliz”. Afinal, muita gente se irritou com a Nokia e, quem já sabia que era um viral, nem se importou com o resultado.

E será que a marca do celular vai conseguir fixar sua imagem na mente do público-alvo? Eu duvido.

(vi aqui)

Hoje em dia virou moda falar sobre maquiagem na internet, principalmente através de vídeos do Youtube, que geralmente ensinam como disfarçar os defeitinhos da pele e coisas do tipo.

Há alguns meses eu postei aqui no blog a campanha “não retoque a maquiagem enquanto dirige”, da Volkswagen.

Essa semana, a ONG Refuge, em parceria com a BBH de Londres, criaram uma campanha semelhante, com a vlogueira Lauren Luke – que também fala sobre maquiagem.

No vídeo, Lauren ensina “como ter uma aparência melhor no dia seguinte”. Ela aparece, então, com marcas de abuso doméstico. Segundo a ONG, 65% das mulheres que sofrem de violência doméstica, tentam esconder o fato. Por isso o foco do comercial foi “ensinar a disfarçar” as marcas mas, na verdade, quer chamar a atenção das mulheres para uma situação ainda muito comum nos dias de hoje. O fato de ser um comercial disfarçado chama ainda mais atenção para a causa.

Não importa o quão boa uma história seja: se quem estiver contando não souber fazer isso direito, a história perde a graça. O curta “O Espelho” com certeza não teve esse problema.

O filme já recebeu os prêmios de “curta mais criativo” pelo Shanghai International Film Festival e “escolha do público” pelo Manlleu Film Festival da Espanha. Não é de se surpreender, com uma história tão envolvente como essa.

A artista Jessica Stockholder e a empresa Chicago Loop Alliance se uniram numa parceria para deixar Chicago um pouco mais colorida: um dos principais cruzamentos da cidade foi pintado com as cores do verão: verde, azul e vermelho.

O objetivo do projeto é, até setembro, ter pintado várias ruas, calçadas e até mesmo fachadas de prédios com cores vivas – e se tornar a maior instalação de arte na cidade.

Olha só:

Desde o ano passado, a Marisa resolveu mudar algumas lojas. Antes eram utilizadas como lojas tradicionais da marca, mas depois da reforma passaram a ser a “Marisa Lingerie”.

Mas como fazer essa reforma de um jeito divertido e que não irritasse as consumidoras? O resultado, você vê no vídeo-case abaixo ;)

Aposto que teve muita gente por aí (principalmente as mulheres) que deve ter achado isso um absurdo. Mas aaah, gente! Eu gostei. Agradou (e muito!) o público masculino…e mostrou muito bem no que a loja iria se transformar depois da reforma.

(vi aqui)